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Grandes montadoras declaram guerra a fabricantes de autopeças 'genéricas'

Objetivo seria proteger os interesses de seus fornecesdores credenciados

21.07.2008 - 11:58

Redação

As grandes montadoras do país declararam guerra aos fabricantes de “autopeças genéricas”. Amparadas em uma interpretação da lei de patentes, as grandes indústrias automobilísticas estão registrando no INPI não apenas o design do veículo, mas também todas as peças avulsas, como faróis, lanternas e retrovisores. A prática já teria sido adotada por Ford, GM, Volkswagen e Fiat.

Trata-se de um procedimento polêmico. Por meio de uma engenhosa armadilha legal, apenas os componentes fabricados por fornecedores credenciados pelas montadoras podem ser considerados dentro do padrão registrado para o automóvel. Ou seja, caso a lei seja levada ao pé da letra, peças produzidas por terceiros, mesmo que vendidas no varejo, poderão receber o rótulo de produtos piratas. Não deixa de ser uma forma de as montadoras criarem uma reserva de mercado para seus parceiros.

Uma das montadoras mais empenhadas no recurso é a Ford, que, amparada em decisão judicial, vem fazendo uma limpeza em distribuidoras e revendedoras de peças. A operação mira, sobretudo, em uma fabricante de latarias e uma indústria de faróis, ambas instaladas em São Paulo. Esta última concorre diretamente com uma grande fornecedora global, a Cibié. Estima-se que o mercado secundário de componentes automotivos – ou after market, como é chamado na Europa – movimente quase R$ 50 bilhões no Brasil.

© Relatório Reservado


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