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Staroup, marca forte de jeans, pode mudar de controlador

Existem três candidatos à aquisição da empresa, que não passa por seus melhores momentos

18.03.2008 - 14:08

Redação

A Staroup, uma das mais conhecidas fabricantes de jeans do Brasil, vai trocar de armário. A Atra Participações e a investidora suíça Jacqueline Gordon, que detêm 97% das ações ordinárias, procuram um comprador para a indústria têxtil.

Há, no momento, três candidatos ao negócio: a Santista, do Grupo Camargo Corrêa, a Identidade Moda (I’M), dos empresários Conrado Will e Enzo Monzani, e a InBrands, holding formada pelo Pactual Capital Partners
no início deste ano e voltada exclusivamente para a compra de grifes.

Em tempo: o mercado de valores parece já ter pressentido a iminente venda da Staroup. Nos últimos três meses, as ações da holding, Botucatu Têxtil, têm sofrido fortes oscilações na Bolsa, a ponto, inclusive, de a CVM pedir esclarecimentos formais à empresa. No fim do ano, as cotações subiram mais de 50%. Em janeiro e fevereiro, recuaram bruscamente.

A Santista Têxtil tem um trunfo na disputa pela Staroup: sua notória ligação com o executivo Vicente Moliterno, presidente da indústria têxtil. Moliterno trabalhou por longos anos na subsidiária da Camargo Corrêa. No ano passado, assumiu a direção da Staroup com a missão de prepará-la para a venda.

Não obstante o pistolão da Santista, o poder de fogo da I’M e do PCP não deve ser desprezado. Ambas já gastaram algumas dezenas de milhões de reais na aquisição de marcas de roupas. Além disso, a Staroup tem também uma relação com a I’M. Fornece jeans para a Zoomp, umas das grifes compradas pela holding de Conrado Will e Enzo Monzani.

No ano passado, a Staroup trocou a diretoria e demitiu mais de 800 funcionários. No início deste ano, houve uma nova temporada de dispensas. Na fábrica de Botucatu, foram cerca de 70 cortes. Na planta industrial de Avaré, teriam ocorrido cerca de 300 demissões em janeiro.

Porém, até o momento, a gestão Moliterno ainda não conseguiu resgatar a lucratividade da Staroup. Entre janeiro e setembro do ano passado, a empresa acumulou um prejuízo de R$ 4,6 milhões. A fábrica de Botucatu opera com uma taxa de ociosidade próxima dos 40%. Ainda assim, a empresa tem seus atrativos, o principal deles a marca Staroup, de forte apelo comercial.

© Relatório Reservado


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