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Aécio quer transformar a Cemig em empresa de telecomunicações Ainda não está claro, do ponto de vista legal, se uma empresa de energia pode oferecer os serviços 05.03.2008 - 15:37 Redação No momento em que todo o mercado de telefonia aguarda a fusão Oi/BrT e seus desdobramentos sobre o setor, está em gestação uma nova empresa de telecomunicações. O governador mineiro Aécio Neves encomendou à Secretaria de Desenvolvimento um estudo para a criação, no âmbito da Cemig (companhia de energia), de uma subsidiária voltada à transmissão de dados, imagens e até mesmo voz em Minas Gerais. A missão desta “Cemig Telecomunicações” será amarrar e alavancar operações e projetos dispersos já desenvolvidos pela estatal e, a partir daí, oferecer serviços integrados de telecomunicações. Isso significa juntar a estrutura da Infovias – empresa controlada pela Cemig e que possui mais de 1,3 mil quilômetros de cabos ópticos em Minas Gerais – e o Projeto PLC (Power Lines Communications), tecnologia que permite transmissões em banda larga por meio da rede elétrica. Desde 2001, a Cemig oferece em algumas áreas do estado serviço de internet através do sistema PLC, mas a operação ainda tem pequena abrangência territorial e modesto retorno comercial. O projeto do governo mineiro é uma espécie de “Ovo de Colombo” das telecomunicações. A parte mais complexa e onerosa do projeto já está amortizada – a rede de fios elétricos da própria Cemig e a estrutura de cabos ópticos da Infovias. Basta só colocar o projeto em pé, ou seja, sistematizar uma operação capaz de aproveitar as sinergias já existentes e seu potencial tecnológico e, sobretudo, comercial. A Cemig tem o principal: a última milha. Com isso, poderá ampliar a oferta de serviços tanto ao mercado corporativo quanto ao consumidor residencial, leia-se a comunicação de dados e imagem em alta velocidade. Como já está se tornando hábito em projetos governamentais que envolvem acesso à internet por banda larga, Aécio Neves não deixará de aproveitar o forte apelo social da operação. O estado poderá usar esta nova estrutura para intensificar o processo de inclusão digital da rede pública de ensino. No limite, a Cemig poderá ainda oferecer serviços de voz em telefonia local, concorrendo diretamente com Oi, Net e CTBC. Tudo dependerá da questão regulatória. Do ponto de vista legal, ainda não há muita clareza sobre a possibilidade de uma empresa do setor elétrico atuar na telefonia fixa. Esta dúvida começará a ser dissipada nas próximas semanas, quando a Copel enviará à Anatel um pedido formal para oferecer serviços de voz no Paraná por meio de sua rede elétrica. © Relatório Reservado |
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