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Cerveja Kaiser é o pomo da discórdia entre a Femsa e a Heineken

Mexicanos querem que a parceira holandesa faça novo aporte de recursos na marca

10.12.2007 - 12:48

Redação

O recente aumento da participação da Heineken no capital da Kaiser não passa de espuma. A operação encobre a situação de discórdia entre os holandeses e a Femsa quanto à divisão societária da cervejeira brasileira.

Os mexicanos não se contentaram com o crescimento da participação da Heineken de 12% para 17%. Fazem pressão
para que os holandeses realizem mais um aporte e ampliem sua fatia acionária para perto de 30%.

A Femsa exige a nova capitalização como contrapartida aos investimentos realizados na distribuição da marca Heineken no Brasil, de responsabilidade da Kaiser. No último aumento de capital, no fim do ano passado, o grupo mexicano teve de desembolsar sozinho US$ 200 milhões para atender ao plano de investimentos referente ao período entre janeiro deste ano e julho de 2008.

A Heineken, no entanto, se recusa a fazer o aporte, de aproximadamente R$ 50 milhões.

A data de 20 de dezembro deverá ser o dia D na contenda. Para este dia, está prevista uma reunião entre Heineken e Femsa para tratar da eventual reestruturação societária e dos planos de investimento da Kaiser. O business plan aprovado no início deste ano prevê um novo desembolso, da ordem de US$ 150 milhões, a partir de junho de 2008. O grupo mexicano quer arcar apenas com 70% deste valor, deixando o restante na conta da Heineken.

Caso os holandeses recusem este modelo, muito provavelmente a Femsa reduzirá os investimentos na distribuição da cerveja Heineken. Até porque sua prioridade é alavancar as vendas da Sol, lançada no Brasil para ocupar o espaço deixado pela Kaiser.

© Relatório Reservado


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