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Micro e pequenas empresas paulistas cresceram em agosto pelo oitavo mês consecutivo

Alta de 5% representou R$ 1,1 bilhão a mais no caixa dos pequenos negócios, segundo o Sebrae

17.10.2007 - 11:58

Redação

A alta de 5% do faturamento real das micro e pequenas empresas paulistas em agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado, representou R$ 1,1 bilhão a mais no caixa dos pequenos negócios, totalizando R$ 22,4 bilhões de receita. Foi a 8ª alta consecutiva, na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Os dados são do Sebrae-SP, levantados em parceria com a Fundação Seade junto a 2,7 mil micro e prequenas empresas dos setores de comércio, indústria de transformação e serviços.

Na comparação com julho, o resultado de agosto também foi positivo, com expansão de 4,4% do faturamento real, o que representou a injeção de R$ 937 milhões.

Para Marco Aurélio Bedê, coordenador do Sebrae-SP, o desempenho positivo nos últimos oito meses reflete a melhora na atividade econômica do país, a partir da recuperação da renda do trabalhador e maior oferta de crédito ao consumidor.

O nível do pessoal ocupado chegou a 5,7 milhões de pessoas trabalhando nos empreendimentos de pequeno porte da capital, na região metropolitana de São Paulo, no Grande ABC e no interior. O faturamento médio em agosto foi de R$ 16.913,98 por empresa.

Mas esse nível de ocupação não acompanhou o movimento de expansão do faturamento e as MPEs tiveram retração no quadro de colaboradores, com queda de 3,1%, cerca de 180 mil pessoas, na comparação dos últimos 12 meses.

Por outro lado, o rendimento real dos empregados e os gastos totais com salários apresentaram alta na comparação de agosto de 2007 com agosto de 2006: 2,3% e 0,9% respectivamente.

Segundo a pesquisa, os pequenos negócios tiveram uma folha de pagamentos de R$ 2.070,35, em média. O comércio registrou a maior alta (+12,2%).

“Há mais de um ano, na maioria dos setores, o rendimento médio dos trabalhadores vem crescendo acima da inflação. Isso tem favorecido o aumento na massa salarial total da economia. Já com respeito à redução no total de pessoas ocupadas, esse movimento pode estar associado a um fenômeno mais estrutural, na medida em que é crescente o número de novas empresas com um quadro de pessoal mais enxuto, tal como ocorre no setor de serviços”, afirma Bedê.

Setores - O comércio foi pelo terceiro mês consecutivo o que mais se destacou na expansão da receita nos últimos 12 meses: + 8,9%. As MPEs prestadoras de serviços tiveram alta de receita de 1,2%. As pequenas indústrias mantiveram o nível de faturamento.

Faturamento em agosto, em relação a julho:

• Comércio: 5,9%
• Indústria: 5%
• Serviços: 0,7%

Nível de pessoal ocupado, em relação a agosto de 2006:

• Comércio: 1,6%
• Indústria: -2,8%
• Serviços: -10,2%

Expectativas

O otimismo dos donos dos pequenos negócios paulistas com relação ao faturamento e à atividade econômica também está em alta. Em setembro de 2007, 40% dos entrevistados disseram acreditar que o faturamento vai subir nos próximos seis meses, contra 37% em agosto e 28% em setembro de 2006; 47% acreditam na estabilidade do faturamento.


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