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Custos da construção civil recuam e puxam leve queda do IGP-M

Índice foi de 0,19%, apesar de altas nos preços por atacado e ao consumidor, apura a FGV

20.07.2007 - 11:04

Redação

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas, registrou variação de 0,19% no segundo decêndio de julho. No mesmo período de junho, a variação havia sido de 0,26%.

Dos três índices componentes do IGP-M, apenas o Índice Nacional de Custo da Construção registrou desaceleração.

O cálculo do segundo decêndio deste mês levou em conta o intervalo entre os dias 21 de junho e 10 de julho.

O Índice de Preços por Atacado (IPA), que representa 60% do índice geral, variou 0,14%, taxa 0,09 superior ao do segundo decêndio de junho.

Os Bens Finais registraram avanço de -0,16% para -0,04%, muito por causa do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de -0,08% para 2,05%.

Os Bens Intermediários recuaram de 0,34% para -0,10%. A maior contribuição para a desaceleração veio do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa baixou de 1,59% para 0,08%.

As Matérias-Primas Brutas aceleraram de -0,23% para 0,87%. Os itens que mais contribuíram para a alta foram bovinos (0,31% para 4,41%), mandioca (-11,45% para 1,05%) e aves (2,10% para 5,66%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do indicador, teve aceleração de 0,22% para 0,29%, em boa parte devido ao avanço dos preços em quatro grupos:

• Alimentação - destaque para laticínios (4,30% para 7,53%).
• Vestuário – destaque para calçados (-0,01% para 1,31%).
• Educação, Leitura e Recreação – destaque para excursão e tour (-2,06% para 3,29%).
• Despesas Diversas – destaque para cigarros (0,54% para 1,43%).

Em sentido oposto estão os grupos:

• Habitação – destaque para tarifa de eletricidade residencial (0,17% para -1,53%).
• Saúde e Cuidados Pessoais – destaque para plano e seguro saúde (0,71% para 0,43%)
• Transportes – destaque para álcool combustível (-3,86% para -7,06%).

O Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), representativo de 10% do IGP-M, ficou em 0,25%, contra 1,71% no segundo decêndio de junho. O índice que capta o custo da Mão-de-Obra recuou de 2,95% para 0,10%. Já o custo de Materiais e Serviços recuou de 0,60% para 0,38%.


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