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Computador vence o celular e a TV paga entre as prioridades do consumidor, aponta pesquisa

Se tivesse de cortar gastos, maioria dos usuários de telecomunicações dispensaria o celular

25.06.2007 - 19:09

Redação

A ampliação da oferta de computadores mais simples e baratos, serviços de internet mais acessíveis e parcerias com escolas e universidades são as principais medidas que as empresas deveriam adotar para combater a exclusão digital. Esta é uma das constatações do estudo “Inclusão Social e Telecom”, realizado este mês pela TNS InterScience.

O levantamento, que procurou entender as principais necessidades e benefícios dos produtos de telecomunicações sob a óptica da inclusão social, foi feito em São Paulo, junto a 400 famílias das classes A, B, C e D. Foram analisados os setores de telefonia fixa e móvel, internet (computador e banda larga) e televisão.

As maiores necessidades são educação e informação, e os recursos mais utilizados para essa finalidade são o computador e a internet. Em segundo plano estão a comunicação (telefonia fixa) e o entretenimento (televisão). "Isso é unânime, independente da condição social dos usuários", diz o diretor de planejamento da InterScience, Lucas Pestalozzi.

Segundo ele, a expectativa de 68% dos entrevistados é que as empresas de tecnologia reduzam preços e desenvolvam parcerias com os meios acadêmicos para ampliar o acesso a esses produtos relacionados à educação.

Para a maioria deles (48%) o produto mais importante é o computador. Em seguida vêm a TV aberta (15%), internet banda larga (11%), rádio (9%), telefone fixo (8%), TV paga (5%) e celular (4%).

O estudo detectou ainda que 54% dos pesquisados buscam educação/cultura; 27% informação; 15% comunicação e 4% diversão e entretenimento. "Entre os segmentos sociais analisados, a necessidade de educação fica muito mais evidente na classe C, onde esse percentual é de 59%", diz Pestalozzi.

O estudo questionou ainda, o que as pessoas comprariam ou eliminariam de seus orçamentos se tivessem R$ 100 a mais em sua renda mensal.

Comprariam:

• Computador: 33%
• Celular: 12% celular
• TV paga: 12%
• Telefone fixo: 8%
• Banda larga: 7%

Se tivessem de cortar gastos, eliminariam:

• Celular: 27%
• Telefone fixo: 16%
• TV paga: 12%
• Banda larga: 5%

Conta alta - O principal argumento da maioria dos entrevistados (56%) para o corte do celular é o valor elevado da conta; 14% responderam que usariam mais o telefone fixo e cortariam o móvel. Em relação ao telefone fixo, 70% cortariam porque o valor da conta é muito alto e 23% eliminariam esse serviço, mantendo apenas o celular.

Supérfluo - No item tevê por assinatura, 38% consideraram esse serviço supérfluo e desnecessário, enquanto 30% pensaram na possibilidade de substituir a tevê paga pela aberta.

Dial-up - No quesito banda larga, 21% afirmaram que trocariam pela internet discada, por ser mais barato, e 19% se mostraram predispostos a acessar a rede em cibercafés e lan houses.

Fixo x celular - Se tivessem que optar, 74% ficariam com o fixo e 26% com o celular.

Computador x TV paga - Independentemente do custo, 79% elegeriam o computador, e 21% a segunda opção.

Internet x TV paga - Ganha a primeira alternativa, com a preferência de 71% dos entrevistados.


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