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Fazenda embala a fusão do Banco do Brasil e a Caixa Econômica Operação já foi analisada em gestões anteriores, mas Lula está convicto do ambiente favorável 18.06.2007 - 12:54 Redação O governo estuda a criação do banco federal absoluto. O projeto, em curso na Fazenda, prevê a fusão do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. A operação chegou a ser analisada em outras eras, incluindo a gestão de FHC, mas o presidente Lula e a cúpula da área econômica estão convictos de que nunca houve uma ambiência tão favorável para a união entre as duas instituições. A fusão é considerada pelo governo um daqueles negócios benéficos para todas as partes envolvidas. Ganharão os dois bancos, a União e os demais acionistas do BB, o mercado bancário e, em última linha, o Brasil. Juntos, Banco do Brasil e CEF terão elevadíssimo poder de alavancagem e enorme capacidade de influenciar na queda dos spreads, induzindo as demais instituições financeiras a rever o custo dos empréstimos. Com mais de sete mil agências, o novo banco terá ainda um papel fundamental na democratização do acesso ao crédito e de outros produtos bancários. Com aproximadamente US$ 250 bilhões em ativos, o novo banco seria, de longe, a principal instituição financeira da América Latina e o equivalente à sétima maior dos EUA. Este porte eliminaria o risco de repetição dos dissabores ocorridos no passado recente. O Tesouro precisou fazer aportes emergenciais para livrar tanto o Banco do Brasil quanto a Caixa, que tecnicamente chegaram à situação de insolvência. De uma só vez, o BB recebeu R$ 8 bilhões dos cofres públicos. O objetivo do governo é fixar uma nítida vantagem concorrencial do Banco do Brasil e da CEF. Nos últimos anos, seja por uma certa tibieza comercial, seja pelo natural engessamento que sofrem por serem agentes de políticas públicas, as duas instituições cederam espaço para os bancos privados. Entre 2002 e 2006, o ativo total do BB e da Caixa cresceu, em média, 55%. No mesmo período, a soma dos ativos dos cinco maiores bancos privados do país – Bradesco, Itaú, ABN Amro, Santander e Unibanco – subiu 106%. O volume de depósitos das duas instituições federais acumulou uma alta em torno dos 60%. No caso do top five da banca privada, a elevação foi de 73%. Entre 2002 e 2006, a participação do BB e da CEF na lucratividade total do sistema financeiro recuou de 17% para 15% e, na atual toada, a tendência é de que o movimento declinante se acentue nos próximos anos. Em tempos de PAC, o governo enxerga ainda outras vantagens na eventual fusão entre o BB e a CEF. A nova instituição poderia se transformar em um importante braço público para o financiamento de projetos de infra-estrutura. Um dos papéis reservados para o banco é atuar como garantidor das obras, o que seria um estímulo a mais para atrair investimentos privados. © Relatório Reservado |
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