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Emprego industrial cresceu 0,5% em abril, o melhor resultado desde maio de 2005

Todos os locais pequisados pelo IBGE registraram aumento, com exceção do Rio Grande do Sul

14.06.2007 - 11:32

Redação

O nível de emprego na indústria brasileira cresceu 0,5% em abril, em relação a março, com ajuste sazonal. Este foi o quarto resultado positivo consecutivo, acumulando acréscimo de 1,7% entre abril e dezembro passado, segundo o IBGE.

Em relação a abril do ano passado, a alta no 4º mês de 2007 foi de 1,7%, décimo resultado positivo consecutivo nessa comparação e o mais elevado desde maio de 2005.

O acumulado de janeiro a abril ficou em 1,4%. Nos últimos doze meses encerrados em abril, ficou em 0,6%, confirmando ascensão que vem desde outubro de 2006.

Exceção gaúcha - No índice de 1,7% (abril 06/abril07), todos os locais aumentaram o contingente de trabalhadores, à exceção do Rio Grande do Sul, com queda de 1,3%, devido, principalmente, ao recuo do emprego no setor de calçados e artigos de couro (-15,3%).

São Paulo (2,4%), Região Nordeste (2,3%) e Santa Catarina (2,7%) contribuíram com as pressões mais relevantes no resultado geral.

São Paulo - Acréscimo em treze setores, com destaque para máquinas e equipamentos (6,5%), refino de petróleo e produção de álcool (22,0%) e têxtil (8,1%).

Nordeste - Na indústria nordestina, figuraram como as principais pressões positivas, entre os nove ramos que cresceram, alimentos e bebidas (5,5%) e refino de petróleo e produção de álcool (34,7%), decorrente, sobretudo, da maior absorção de trabalhadores no setor sucroalcooleiro.

Santa Catarina - Os impactos mais relevantes vieram de alimentos e bebidas (7,7%) e máquinas e equipamentos (13,4%).

No país - No total do país, 13 dos 18 segmentos pesquisados mostraram aumento no emprego. As principais influências positivas vieram de alimentos e bebidas (4,4%), produtos de metal (5,3%) e máquinas e equipamentos (5,0%). No sentido contrárioo, destacaram-se os impactos negativos de calçados e artigos de couro (-5,7%) e vestuário (-3,8%).

Horas pagas - O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria em abril registrou aumento de 0,9% em relação a março, na série livre dos efeitos sazonais, compensando o recuo de 1% no terceiro mês do ano.

A comparação com abril de 2006 mostrou crescimento de 1,6%. O índice acumulado no 1º primeiro quadrimestre do ano ficou em 1%. O indicador acumulado nos últimos doze meses mantém trajetória ascendente desde setembro de 2006, passando de 0,5% em março para 0,7% em abril.

Os resultados foram positivos em 12 dos 14 locais e em 13 dos 18 ramos pesquisados. As maiores pressões positivas vieram de alimentos e bebidas (5,6%), meios de transporte (4,7%) e produtos químicos (5,0%). Os impactos negativos mais relevantes vieram de calçados e artigos de couro (-7,4%) e vestuário(-5,6%).

Os locais que apresentaram as maiores contribuições positivas no resultado nacional foram São Paulo (2,1%), Nordeste (3,0%) e Santa Catarina (2,8%).

Folha de pagamento real - Em abril, o valor da folha de pagamento real cresceu 1,4% em relação ao mês anterior, após apresentar recuo de 3,7% em março.

No confronto com abril de 2006, os resultados seguiram positivos: 5,9% no indicador mensal e 4,7% no acumulado no ano. O acumulado nos últimos doze meses mostrou incremento de 2,7%, mantendo a trajetória ascendente desde dezembro de 2006.

As taxas foram positivas nos 14 locais pesquisados. A maior influência veio de São Paulo (6,0%), em função, principalmente, do aumento salarial em produtos químicos (11,8%), meios de transporte (6,6%) e máquinas e equipamentos (6,0%). Em seguida destacou-se o Rio Grande do Sul (7,8%), por conta de produtos de metal (44,8%), produtos químicos (49,5%) e alimentos e bebidas (18,4%).


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