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SabMiller contrata Citibank e Goldman Sachs para negociar a compra da Schincariol Gigante sul-africana poderá desembolsar até US$ 1 bilhão pela cervejaria de Itu 12.06.2007 - 12:55 Relatório Reservado A SABMiller contratou o Citibank e a Goldman Sachs para negociar a aquisição da Schincariol. A operação poderá chegar a US$ 1 bilhão. A companhia sul-africana analisou outras possibilidades de negócio, notadamente a Petrópolis, mas concluiu que a compra da cervejaria de Itu é a chance de fisgar uma indústria bem posicionada no mercado. A Schincariol, que produz 1,6 bilhão de litros de cerveja e fatura mais de R$ 3,6 bilhões por ano, é um ativo compatível com as pretensões e o porte da SABMiller. Os sul-africanos tratam a entrada no Brasil como um movimento crucial do ponto de vista geoeconômico, capaz de fortalecer sua posição na disputa mundial com a InBev e a Anheuser Busch. Em 2006, InBev e Anheuser Busch faturaram, respectivamente, US$ 17 bilhões e US$ 16 bilhões. A receita da SABMiller foi de US$ 18 bilhões. A eventual venda para a SABMiller colocará um ponto final na saga cervejeira dos Schincariol, justamente em um momento de convulsão interna na companhia. Passada a natural curiosidade causada pela Nova Schin, a empresa derrapou na própria espuma. Perdeu o drive e viu seu market share encolher, o que a levou a uma errática estratégia de marketing. Ao mesmo tempo, a indústria mergulhou em um processo de desfiguração da sua própria identidade histórica. Adriano Schincariol, que ascendeu ao comando após a morte de seu pai, Nelson Schincariol, escorraçou toda a velha-guarda que ajudou a construir o nome da companhia. O príncipe regente de Itu não poupou nem mesmo os colaboradores mais antigos que serviram de seus tutores até que ele assumisse o trono. Alguns deles foram impedidos até mesmo de entrar na empresa. Depois de ter sido preso acusado de sonegação fiscal, Adriano passou a desconfiar se tudo e de todos. Sua administração foi responsável até mesmo pelo esfriamento das relações entre a Schincariol e a própria população de Itu, um dos valores mais estimados por seu pai. Trata-se de uma cidade pequena, que preza antigos costumes, como o coreto na praça e a quermesse de domingo. Seus moradores ainda se chocam com algumas cenas mais mundanas, como, por exemplo, um jovem empresário desfilando em alta velocidade em sua Ferrari. Não por acaso, o estilo de Adriano Schincariol gerou um ambiente de cizânia familiar. Seu maior opositor é o tio Gilberto Schincariol, um dos mais influentes membros da família e dono de uma das maiores participações societárias individuais. Gilberto jamais concordou com os métodos do sobrinho. Não por acaso, o modelo de negociação engendrado pela SABMiller parece ter sido feito sob medida para este estado de animosidade societária. A companhia sul-africana estaria disposta a fazer uma associação com a Schincariol, mantendo parte dos atuais controladores como acionistas minoritários. Trata-se de um formato semelhante ao adotado na aquisição da colombiana Bavária, há cerca de dois anos. Este tipo de operação daria uma porta de saída para os integrantes do clã Schincariol insatisfeitos com os rumos da empresa, caso do próprio Gilberto. Muito provavelmente, a SABMiller asseguraria a opção de compra da parte de Adriano, que, neste modelo, criaria, ele próprio, um hedge para a sua gestão. © Relatório Reservado Leia também: Schincariol contrata novos diretores para o marketing, RH e Tecnologia da Informação Ex-presidente da Nokia assume o comando executivo da Schincariol |
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