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Presidente da Infraero admite falta de recursos para atender aumento da demanda

Em depoimento à CPI do Apagão Aéreo, José Carlos Pereira afirmou que a falta de planejamento é grave

12.06.2007 - 11:30

Redação

Em depoimento na CPI do Apagão Aéreo, na Câmara, o presidente da Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária, José Carlos Pereira, admitiu hoje que os recursos atuais não são suficientes para atender o aumento de demanda de passageiros (15% ao ano) e o aumento de carga área (6% ao ano).

"Os recursos são suficientes para manter o status quo. Não temos recursos para nos mantermos mais à frente. Temos nos mantido ligeiramente empatados com a demanda", reconheceu Pereira, que começou a depor às 9h20.

Segundo o brigadeiro, a principal dificuldade no sistema aéreo brasileiro é o planejamento. Ele criticou a ausência de um plano aeroviário nacional, que começou a ser feito agora, mas estava em negociação desde 2003.

De acordo com Pereira,a situação da Infraero não permite mais adiamento no pagamento das dívidas de empresas aéreas. A dívida da Vasp estaria em torno de R$ 857 milhões, e da Transbrasil, em R$ 248 milhões.

Apesar dos problemas, Pereira mais uma vez se posicionou contra a desmilitarização do tráfego aéreo ou a duplicação do sistema de controle, com a instalação de radares militar e civil. "A desmilitarização não tem o poder de transformar tudo em algo eficiente e seguro. O acidente teria acontecido do mesmo jeito”, disse, referindo-se à tragédia com o Boeing da Gol, no ano passado.

“É preciso aumentar a eficiência e melhorar as condições de trabalho. É necessário formação de pessoal, criação de liderança. E há um problema salarial, sem dúvida", concluiu.

Com Agência Brasil


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