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IBGE apura leve alta do IPCA em maio, e acumulado em 12 meses vai a 3,18% Inflação no mês ficou em 0,28%, um pouco acima do índice de abril 06.06.2007 - 15:58 Redação O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) teve variação de 0,28% em maio, um pouco acima da taxa de abril (0,25%). Segundo o IBGE, o índice acumulado no ano foi a 1,79%, superior a igual período do ano passado (1,75%). Nos últimos 12 meses, o acumulado ficou em 3,18%, também acima da taxa de 3% registrada nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2006, o IPCA havia ficado em 0,10%. Produtos alimentícios O IPCA dos alimentos ficou em 0,16%. Entre os itens que exerceram pressão para a elevação do índice, o leite e seus derivados (de 2,45% em abril para 3,75% em maio) deram a maior contribuição individual no mês, 0,07 ponto percentual. O consumidor passou a pagar mais 6,02% pelo litro do leite pasteurizado, 2,62% pelo leite em pó e 1,23% pelos queijos. Aumentaram também os preços da cebola (8,13% para 17,75%) e dos enlatados (0,17% para 1,28%), assim como das refeições consumidas fora de casa (0,50% para 0,79%). No entanto, mesmo com o grupo dos alimentos apresentando maior variação, diversos produtos ficaram mais baratos durante o mês, como tomate (-31,10%), cenoura (-17,29%), frutas (-4,97%), açúcar cristal (-4,97%), feijão preto (-1,86%) e ovos (-1,11%). Não-alimentícios O IPCA dos os produtos não-alimentícios foi de 0,31%. Os preços dos artigos de vestuário, com a chegada do inverno, subiram mais (de 0,33% em abril para 0,68% em maio). Aumentaram também os preços dos artigos de limpeza (0,59% para 0,75%) e de higiene pessoal (0,29% para 0,58%). Os remédios, cujos preços ficaram 0,68% mais caros em maio, após alta de 0,50% em abril, refletiram, em parte, • reajuste concedido em 31 de março. Subiram ainda as tarifas de energia elétrica (0,37% para 0,47%), os salários dos empregados domésticos (0,65% para 0,91%) e os cigarros (0,71% para 2,08%). Por região O maior resultado regional foi o de Brasília, onde alguns itens importantes no consumo das famílias ficaram acima da média nacional, com destaque para gasolina (4,21%), álcool (3,66%) e remédios (0,59%). O menor resultado foi o de Fortaleza. Variação dos alimentos por região pesquisada (os percentuais entre parênteses indicam a variação de abril): • Brasília: 0,55% (0,33%) • Porto Alegre: 0,49% (0,42%) • Belo Horizonte: 0,40% (0,28%) • Salvador: 0,36% (0,26%) • São Paulo: 0,29% (0,28%) • Belém: 0,27% (0,67%) • Recife: 0,21% (0,29%) • Goiânia: 0,18% (0,33%) • Rio de Janeiro: 0,17% (-0,16%) • Curitiba: 0,11% (0,23%) • Fortaleza: -0,10% (0,39%) Para cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 28 de abril a 28 de maio com os preços vigentes no período de 30 de março a 27 de abril. O IPCA se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília. |
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