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Leve queda em abril não interrompe tendência de alta da indústria, diz o IBGE Produção caiu 0,1% em relação a março, mas na comparação com abril de 2006 a alta é de 6% 05.06.2007 - 11:39 Redação A produção industrial brasileira apresentou leve queda de 0,1% em abril em relação a março,na série com ajustes sazonais. Foi a primeira taxa negativa em seis meses, período em que a indústria acumulou crescimento de 3,6. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE. A taxa de -0,1% resulta de um equilíbrio entre os 23 setores com séries ajustadas sazonalmente: 12 expandiram a produção e 11 apresentaram queda. Para o IBGE, a atividade industrial mostrou em abril a manutenção de tendência de crescimento, segundo o índice de média móvel trimestral, mesmo com a variação negativa de 0,1% observada na passagem de março para abril. Nas comparações contra iguais períodos do ano anterior, o setor permanece apontando resultados amplamente positivos: o indicador mensal (6,0%) registra seu melhor resultado desde julho de 2005. Avaliando-se os índices por quadrimestres, observa-se nesses primeiros quatro meses do ano, frente a igual período de 2006, que a indústria avança 4,3%, mantendo taxas positivas desde o final de 2003. Para baixo - Entre as indústrias que reduziram a produção, o principal impacto veio de alimentos (-1,9%), que interrompeu uma seqüência de cinco resultados positivos. Também merecem destaque as contribuições negativas vindas de perfumaria, sabões e produtos de limpeza (-5,7%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (-3,4%) e refino de petróleo e produção de álcool (-1,2%). Três das quatro categorias de uso mostraram queda na produção, com bens de consumo duráveis (-1,4%) e bens de capital (-1,2%) assinalando as perdas mais significativas. Para cima - Por outro lado, outros produtos químicos (2,3%) e bebidas (4,3%) exerceram as pressões positivas mais relevantes. Abril de 2006 - Na comparação com abril do ano passado, houve alta de 6,0%, melhor resultado desde junho de 2005 (6,4%), refletindo o comportamento positivo da maioria (vinte) das 27 atividades pesquisadas. Vale ressaltar, no entanto, que abril de 2007 teve dois dias úteis a mais do que abril de 2006. Por ramos industriais, os principais destaques vieram de máquinas e equipamentos (20,5%) e de veículos automotores (11,2%), seguidos por alimentos (4,9%); metalurgia básica (7,2%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (14,3%); máquinas para escritório e equipamentos de informática (23,1%) e bebidas (12,2%). Entre as sete atividades em queda, a de maior impacto na formação da taxa global é a de material eletrônico e equipamentos de comunicações (-14,1%), com destaque para o recuo na produção de telefones celulares e televisores. A queda verificada na indústria de madeira (-8,6%) foi a segunda pressão negativa mais importante. Acumulado no ano - A alta acumulada de 4,3% se estende a vinte setores e às quatro categorias de uso. No corte por atividades, a liderança permanece com máquinas e equipamentos (15,9%), seguido pelas contribuições positivas de veículos automotores (7,3%); alimentos (4,9%); metalurgia básica (8,6%) e máquinas para escritório e equipamentos de informática (28,7%). Por outro lado, entre os sete setores em queda, o de material eletrônico e equipamentos de comunicações (-11,7%) teve o principal impacto negativo sobre a média da indústria, vindo a seguir as indústrias farmacêutica (-3,7%) e de edição e impressão (-2,4%). Por categorias de uso, ainda no acumulado no ano, os resultados evidenciam o maior dinamismo do setor de bens de capital (15,4%), impulsionado pela expansão em todos os seus subsetores. A produção de bens intermediários (4,2%) mostra ritmo igual ao da média global da indústria (4,3%), vindo a seguir bens de consumo duráveis (3,1%) e bens de consumo semi e não duráveis (2,0%). |
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