Antonio Machado
Preço de serviços tem em maio 1ª deflação desde julho de 2006. A inflação está muito comportada

É a prova contundente de que a taxa Selic aceita cortes maiores no Copom de 6 de junho

28.05.2007 - 18:54

Antonio Machado

A variação de 0,26% em maio, praticamente igual ao 0,25% de abril do IPCA-15, a medida de inflação fechada no meio de cada mês, é a prova contundente de que a taxa Selic pode aceitar cortes maiores que o avaro 0,25 ponto de percentagem praticado desde o início do ano.

O índice continua supercomportado. Impressiona, ao decupá-lo, a deflação de 0,09%, primeira desde julho de 2006, dos preços não comercializáveis (produtos ou serviços não exportáveis).

Reverteu o aumento de 0,13% em abril e compensou a alta de 0,41% dos preços comercializáveis e de 0,5% dos regulados. O destaque é que os “não comercializáveis” incluem, sobretudo, serviços, como médico, escola e cabeleireiro, cujos preços são rígidos e reagem aos saltos ao aquecimento de demanda.

Isto significa que nada há que tire a inflação do sério.

O Unibanco já estima que até em 2008 a inflação seja menor que a meta de 4,5%. Hoje, é de 2,99% em doze meses e se encontra neste patamar, praticamente sem variação, desde novembro do ano passado.


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