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Investimento das empresas brasileiras é o maior dos últimos oito anos

Companhias destinaram 8% de seu faturamento paara máquinas, equipamentos e instalações

28.05.2007 - 14:44

Redação

As empresas brasileiras destinaram em média 8,1% de seu faturamento, em 2006, a investimentos em máquinas, equipamentos e instalações. Segundo a Serasa, é o maior percentual dos últimos oito anos.

O estudo foi realizado com uma amostra de 43,3 mil balanços contábeis, dos quais 10,4 mil são da indústria, 18,8 mil do comércio e 14,1 mil do setor de serviços.

Os balanços foram fechados pelas empresas em 31 de dezembro de 2006 e divulgados no 1º quadrimestre deste ano.

O destaque entre os setores da economia ficou para as prestadoras de serviços, que investiram em média 11,3%, contra 6% das indústrias. A Serasa atribui o resultado aos investimentos realizados pelos setores ligados a infra-estrutura e utilidade pública, como a telefonia fixa, que realizaram pesados aportes para atender as metas de universalização e continuam investindo para enfrentar a concorrência e oferecer serviços de maior valor agregado.

Transportes - O segmento rodoviário merece destaque por manter investimentos constantes. Por outro lado, observa o estudo da Serasa, a atividade exportadora ainda é fortemente afetada pela precariedade da maior parte da malha rodoviária e pela insuficiência dos ramais ferroviários, além da saturação dos principais portos do país.

Energia - Devido a falta de recursos públicos para realizar os investimentos necessários, ocorreu em 2001 o apagão elétrico que causou um impacto significativo na atividade econômica do país. Cabe observar que nos últimos anos nenhum aporte significativo foi realizado, sobretudo para o incremento de geração, o que pode antecipar o risco de um novo apagão.

Indústria - Apesar do percentual médio de investimento ser inferior ao de serviços, importantes setores da economia se destacaram. A siderurgia, por estar operando próxima a sua capacidade plena, destinou fortes investimentos para a expansão da produção, em função dos consecutivos aumentos da demanda interna e externa.

Outro destaque é o segmento de papel e celulose que, diante da demanda aquecida e da acirrada concorrência interna e externa, destinou grande parte de seus recursos à manutenção e ampliação das plantas industriais, a fim de se consolidar no mercado globalizado.

Comércio - O destina a maior parte de seus recursos para o giro, não necessitando de grandes volumes em ativos fixos. Assim, a média dos investimentos ao longo do período situou-se em torno de 1,6% do faturamento líquido, montante suficiente para manter os ativos atualizados para suas atividades.


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