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Rodovias federais possuem 1,9 mil pontos de exploração sexual de crianças e adolescentes Segundo a PRF, locais mais críticos são postos de gasolina, bares e restaurantes à beira da estrada 18.05.2007 - 16:57 Redação A Polícia Rodoviária Federal identificou e mapeou 1.918 pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nos mais de 60 mil quilômetros da malha rodoviária federal brasileira. Pátios de postos de combustíveis, bares, restaurantes e prostíbulos às margens das estradas são os locais mais críticos levantados pela PRF. Só este ano, o órgão já encaminhou 65 menores em situação de risco aos conselhos tutelares, mais da metade de todo o ano passado, quando 127 menores foram encaminhados à rede de proteção. O mapa da exploração sexual de crianças e adolescentes em rodovias federais começou a ser elaborado em 2004, a partir de uma parceira entre Polícia Rodoviária Federal e a Secretaria Especial dos Diretos Humanos. Desde então, equipes da PRF em todo o Brasil verificam periodicamente centenas de municípios, buscando identificar, por meio de trabalho investigativo, os pontos considerados vulneráveis à ocorrência de exploração sexual infanto-juvenil. O levantamento de 2006 revelou 1.222 prováveis pontos de incidência de violência sexual. Em 2005, eram 844 pontos identificados. Para a PRF, no entanto, o crescimento do número de pontos é resultado do aparelhamento do órgão para o enfretamento do problema e não reflete aumento do número de casos. O relatório é utilizado no planejamento operacional e na execução de ações de prevenção e repressão à exploração sexual de crianças e adolescentes no ambiente das rodovias federais. Principais conclusões do levantamento • A quantidade de pontos em determinado estado não está diretamente relacionada à gravidade do problema. O mapeamento identifica pontos em que o crime pode ser praticado, e não o número de jovens em cada local. Portanto, um único ponto no Pará, por exemplo, pode ter mais menores em situação de risco que vários pontos somados no Rio de Janeiro. • Não é porque Minas Gerais apresenta 290 pontos vulneráveis que deve ser considerado o estado mais problemático. Em primeiro lugar, MG tem a maior malha viária do país. Em segundo, o número de pontos não reflete a quantidade de menores em situação de risco. • Não se pode afirmar qual estado da federação possui pior quadro. Só é possível dizer que, quanto mais distante, mais inóspita é a região analisada, menos o Estado se faz presente. • Os pontos considerados críticos são os pátios de postos de combustíveis, bares, restaurantes e prostíbulos às margens de rodovias. O número de pontos de risco por unidade da federação, em 2007 (os números entre parênteses indicam o levantamento de 2006): • Minas Gerais: 290 (190) • Rio Grande do Sul: 217 (52) • Mato Grosso do Sul: 143 (101) • Rio Grande do Norte: 135 (8) • Pará: 135 (19) • Goiás: 128 (48) • Paraná: 106 (105) • São Paulo: 98 (66) • Santa Catarina: 78 (59) • Ceará: 72 (55) • Mato Grosso: 64 (52) • Bahia: 63 (43) • Rio de Janeiro: 56 (52) • Maranhão: 52 (49) • Rondônia/Acre: 51 (52) • Paraíba: 50 (35) • Distrito Federal: 43 (63) • Espírito Santo: 32 (35) • Tocantins: 28 (57) • Pernambuco: 26 (48) • Piauí: 25 (37) • Roraima: 10 (10) • Amazonas: 8 (9) • Alagoas: 6 (8) • Sergipe: 2 (2) • Amapá: zero (4) • Total: 1.918 (1.222) |
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