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Internet vicia em qualquer idade, aponta estudo do Hospital das Clínicas Trabalho do Instituto de Psiquiatria do HC derruba mito de que só jovens navegam compulsivamente na web 17.05.2007 - 18:54 Redação Caiu por terra o mito – muito divulgado pela mídia em todo o mundo – de que o vício de navegar compulsivamente na internet é exclusividade dos jovens internautas. Segundo estudo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de SP, ainda em andamento, a compulsão pela web pode atingir homens e mulheres, de qualquer idade, classe social e nível cultural. A conclusão surgiu a partir da análise do primeiro grupo de voluntários do projeto de dependentes de internet, desenvolvido pelo Ambulatório Integrado dos Transtornos dos Impulsos, do HC. Os voluntários do primeiro grupo de estudo e tratamento, formado por 15 integrantes de 18 a 73 anos (clinicamente diagnosticados como compulsivos pela internet) passaram por sessões de análise cognitiva durante seis meses, descreve reportagem do Estadão. O acesso compulsivo à rede é comumente diagnosticado como um distúrbio psiquiátrico do mesmo patamar que as dependências do álcool, do jogo e das compras. Nos EUA, de 6% a 10% dos 189 milhões de internautas sofrem desse mal. No Brasil, os estudos ainda são incipientes. Vários fatores são levados em conta até que um internauta receba o diagnóstico de viciado em internet. “Um dos sinais de alerta é, por exemplo, o paciente deixar de trabalhar para ficar na internet”, diz Cristiano Nabuco, coordenador do projeto. Ele comenta ao Estadão que no grupo há uma aposentada que cai em depressão quando fica longe do computador. Nesta segunda-feira, dia 14, o ambulatório do Instituto de Psiquiatria do HC abriu inscrições para o segundo grupo, que podem ser feitas pelo 3069-6975. O Núcleo de Estudos em Psicologia e Informática da PUC-SP também dá orientação a pacientes que não conseguem desgrudar do computador. Atualmente 15 internautas são monitorados pelos especialistas. Ironicamente, a PUC presta orientação por email. Psicólogos e pacientes trocam um par de emails por semana. Nas mensagens, o paciente é convidado a pensar em pontos importantes da vida, como trabalho e relacionamentos, freqüentemente prejudicados com a obsessão pela web. Leia a reportagem completa do Estadão aqui. |
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