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Ano começou bem para o varejo da região metropolitana de SP Faturamento real do setor cresceu 7,4% em janeiro, em relação ao mesmo mês do ano passado 07.03.2007 - 14:47 Redação O ano começou bem para o varejo de SP, segundo a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista, da Fecomercio. Em janeiro, o faturamento real do setor foi 7,4% superior ao obtido no mesmo período de 2006. A desenvoltura do varejo neste início de ano também surpreende, quando comparada aos resultados do Natal. Em dezembro, o faturamento real do comércio varejista cresceu apenas 0,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O desempenho apontado pela pesquisa é resultado do crescimento inesperado de três segmentos: veículos (novo recorde de vendas no período), lojas de eletrodomésticos e eletroeletrônicos e de material de construção. Ao contrário de 2006, quando os supermercados foram os grandes responsáveis pelo crescimento de 5%, este ano começa com apostas mais fortes nos setores que dependem de crédito. A oferta de financiamentos às pessoas físicas e pequenas empresas cresceu 15% no primeiro mês de 2007 e, segundo a Fecomercio, a tendência de queda dos juros, combinada ao alongamento dos prazos de pagamento, deverá manter-se por mais algum tempo, apesar do nível elevado de endividamento do consumidor. Apesar do crescente endividamento dos consumidores, a tomada de crédito ainda é uma das alternativas para o consumo, segundo o presidente da entidade, Abram Szajman. “ "É importante ressaltar que com dívidas mais longas, o consumidor acaba restringindo, a longo prazo, seu poder de compra", observa. Resultados setoriai A pesquisa leva em conta dados coletados junto a 1,8 mil estabelecimentos comerciais na região metropolitana de São Paulo. • Concessionárias de veículos - O setor registrou a maior elevação de vendas, dentre todos os segmentos pesquisados: 34,2% em comparação com janeiro de 2006. Entre os fatores que influenciaram este resultado, estão a oferta de crédito - que cresceu 22% nos últimos 12 meses - e a cobrança de juros inferiores aos praticados na maioria dos demais grupos. • Lojas de eletrodomésticos e eletroeletrônicos - O grupo apresentou alta de 22,2%. Esse resultado foi influenciado principalmente pelas liquidações de excedentes dos estoques de Natal, quando o grupo sofreu queda de 8,8% no faturamento. • Lojas de material de construção - A redução do IPI de alguns produtos, o aumento do crédito direcionado e o aquecimento do setor imobiliário foram os fatores que contribuíram para o aumento de 13,4% no faturamento. Segundo análise da entidade, o cenário positivo deverá se repetir este ano. • Lojas de departamentos - O grupo registrou alta de 11,6% no faturamento, melhor resultado de toda a série histórica do segmento. Liquidações e promoções típicas do início de ano foram importantes para a recuperação do grupo, assim como a disseminação dos cartões de lojas nas grandes redes. • Farmácias e perfumarias - O setor teve alta de 11% no faturamento real. O bom desempenho foi influenciado pelas vendas de perfumes e produtos de beleza nas grandes redes, impulsionadas por um novo mix e pela maior procura da população de menor poder aquisitivo por medicamentos genéricos. A oferta de crédito aos consumidores também potencializou as vendas do segmento. • Vestuário, tecidos e calçados - Incremento de 8% no faturamento. Liquidações para a queima de estoques e as promoções, que incluem pagamento em parcelas e outras facilidades, foram as estratégias utilizadas para contornar o maior comprometimento da renda do consumidor com impostos, férias e despesas escolares. • Lojas de móveis e decoração - Queda real de 4,2% em relação a janeiro de 2006Um dos motivos para o desempenho negativamente seria a alta nos preços deste artigos, que acusou nos últimos 12 meses aumento de 5,9%. • Supermercados - Queda de 5,2% no faturamento real em relação a janeiro do ano passado, e de 28,4% em relação a dezembro de 2006. A retração nesse início de ano se explica pelo comprometimento de parte dos salários em crediários, empréstimos e pagamentos de despesas típicas de início de ano (IPTU, IPVA, mensalidades e materiais escolares). • Lojas de autopeças e acessórios - O faturamento real do setor caiu 29%, o pior resultado do varejo. O comportamento decorreu, principalmente, da oferta de produtos importados, sobretudo chineses, fator que provoca quedas sensíveis nos preços médios, em razão dos custos menores e da valorização do real. O maior volume das vendas de veículos novos também contribui, no curto prazo, para a redução dos gastos com trocas de peças e manutenção. |
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