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Avipal, que nasceu como frigorífico, descobre que o filão está no laticínio

Marca Elegê, que cresce mais que a empresa-mãe, começa a ser prioridade do grupo gaúcho

02.03.2007 - 12:05

Redação

A Avipal é um frigorífico que também vende laticínios ou uma indústria láctea que também vende frangos? A resposta está nos resultados e no programa de investimentos da empresa para 2007.

A marca Elegê, que sempre foi uma espécie de complemento alimentar na estratégia da Avipal, vem se tornando o prato principal. Ao longo deste ano, a empresa planeja investir cerca de R$ 80 milhões. Cerca de 40% deverão ser destinados ao aumento da produção de leite e derivados.

Proporcionalmente, será um dos maiores aportes feitos na divisão láctea. No ano passado, a Elegê recebeu apenas 22% dos investimentos da companhia – a maior parte reservada para a expansão da unidade de Ijuí (RS).

O aumento dos recursos neste ano é apenas um aquecimento. Para 2008, a Avipal estuda construir uma nova fábrica de leite.

A Elegê ficou maior do que a própria empresa-mãe. No ano passado, foi responsável por mais de 55% de toda a receita da Avipal. A divisão de carnes – frangos de suínos – participou com aproximadamente 40%. Não fosse a Elegê, a companhia teria registrado um prejuízo ainda maior em 2006.

Entre janeiro e setembro do ano passado, a empresa teve perdas da ordem de R$ 18 milhões, causadas, sobretudo, pela queda dos embarques de frangos. Por esta razão, a Avipal é cada vez mais uma indústria de laticínios que também vende carnes.

Esta identidade emergente se refletirá na própria estratégia de marketing da companhia. Além dos investimentos diretos no aumento de produção de leite e derivados, a Avipal deverá desembolsar cerca de R$ 50 milhões no merchandising da marca Elegê.

© Relatório Reservado


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