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Indústria fechou 2006 com expansão em 11 das 14 regiões pesquisadas pelo IBGE

Taxa mais elevada ficou com o Pará; Paraná, Rio Grande do Sul e Amazonas acumularam perdas no ano

08.02.2007 - 12:25

Redação

A produção industrial regional encerrou 2006 com crescimento em 11 das 14 áreas investigadas pela Pesquisa Industrial Mensal Produção Física-Regional do IBGE. Oito delas ficaram acima da média da indústria nacional (2,8%).

A taxa mais elevada ficou com Pará (14,2%), em razão do maior dinamismo de produtos tipicamente de exportação (minério de ferro e óxido de alumínio. Em seguida vieram Ceará (8,2%), Espírito Santo (7,6%), Pernambuco (4,8%), Minas Gerais (4,5%), região Nordeste (3,3%), Bahia e São Paulo (ambos com 3,2%).

Cresceram abaixo da média Goiás (2,4%), Rio de Janeiro (1,9%) e Santa Catarina (0,2%).

Acumularam perdas em 2006, frente a 2005, Paraná (-1,6%), Rio Grande do Sul (-2%) e Amazonas (-2,2%).

Em dezembro de 2006 frente a dezembro de 2005, os índices regionais foram positivos em sete locais, número inferior aos treze observados em outubro e aos quatorze de novembro.

• Os resultados por região pesquisada, na comparação entre o acumulado de 2006 (janeiro a dezembro) e o acumulado de 2005:

Amazonas - A produção acumulada da indústria amazonense encerrou 2006 com queda de 2,2%, pressionada pelos recuos em cinco dos onze segmentos pesquisados. O setor de material eletrônico e equipamentos de comunicações (-12,8%), devido, sobretudo, aos telefones celulares e rádios, exerceu a maior influência negativa na formação do índice geral.

Pará - No indicador acumulado no ano, houve crescimento de 14,2%. Cinco dos seis ramos pesquisados mostram taxas positivas, cabendo os principais impactos na média global para a indústria extrativa (14,8%) e metalurgia básica (22,9%).

Nordeste - O acréscimo de 3,3% foi impactado pelo desempenho positivo em nove atividades pesquisadas. Dentre essas, as mais expressivas foram alimentos e bebidas (3,7%), metalurgia básica (10,9%) e celulose e papel (16,6%).

Ceará - A indústria cresceu 8,2%, com taxas positivas em oito dos dez setores industriais investigados. As maiores influências positivas vieram de têxtil (11,5%), de produtos químicos (31,8%), e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (71,9%).

Pernambuco - Crescimento de 4,8%, com taxas positivas em oito das onze atividades pesquisadas. As principais influências positivas foram assinaladas por alimentos e bebidas (8,6%), metalurgia básica (9,2%); e borracha e plástico (27,7%).

Bahia - A produção industrial baiana avançou 3,2%, com resultados positivos em cinco dos nove ramos fabris investigados. As principais influências positivas vieram de celulose e papel (18,6%); de refino de petróleo e produção de álcool (4,6%); e de metalurgia básica (9,7%).

Minas Gerais - Crescimento de 4,5%, com resultados positivos tanto na indústria extrativa (8,8%), que se destacou como um dos principais impactos no índice global, como na indústria de transformação (3,8%). Nesta última, com avanço em dez das doze atividades pesquisadas, as maiores contribuições positivas vieram de veículos automotores (10,6%), alimentos (4,1%) e metalurgia básica (2,7%).

Espírito Santo - O indicador acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, cresceu 7,6%, com resultados positivos tanto na indústria de transformação (6,3%) como na indústria extrativa (10,9%). Nesta última, que se destaca como o principal impacto na média global da indústria, sobressai a maior extração de petróleo.

Rio de Janeiro - a produção industrial encerrou 2006 com expansão de 1,9%, mostrando resultado muito próximo do alcançado em 2005 (2,0%), porém abaixo do desempenho médio nacional (2,8%). A indústria extrativa (5,0%), por conta da boa performance na extração de petróleo, figura como a principal influência positiva na média global.

São Paulo - A produção acumulada da indústria paulista encerrou 2006 crescendo 3,2%, com 17 dos 20 ramos contribuindo positivamente para o indicador global. Os principais impactos positivos vieram de máquinas para escritório e equipamentos de informática (48,5%), máquinas e equipamentos (5,5%) e alimentos (4,3%).

Paraná - Recuo de 1,6%, com 5 dos 14 ramos pesquisados apresentando queda na produção. As maiores contribuições negativas foram observadas em veículos automotores (-20,5%), e madeira (-12,7%). As principais pressões positivas vieram das indústrias de alimentos (5,8%) e de edição e impressão (10,7%).

Santa Catarina - A indústria catarinense fechou 2006 com ligeira variação positiva (0,2%), resultado bem abaixo da média nacional (2,8%). A liderança, em termos de impacto sobre o índice global, ficou com máquinas e equipamentos (12,1%) e veículos automotores (24,9%). Também vale destacar o desempenho positivo observado em borracha e plástico (9%).

Rio Grande do Sul - Recuo de 2%, mostrando resultado menos negativo do que o alcançado no ano anterior (-3,6%). Sete dos 14 ramos industriais mostram taxas negativas, cabendo os maiores impactos negativos a máquinas e equipamentos (-16,3%), calçados e artigos de couro (-8,9%) e produtos de metal (-10,7%).

Goiás - A produção encerrou 2006 com expansão de 2,4%, com quatro das cinco atividades mostrando crescimento sobre igual período do ano anterior. A única exceção foi o recuo observado na indústria extrativa (-5,2%). Entre os ramos que assinalaram acréscimo, os principais destaques ficaram com produtos químicos (14,8%) e metalurgia básica (7,2%).


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