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Pesquisa sobre corrupção põe Brasil em 42º lugar, próximo à Espanha e melhor que Alemanha Ranking do Gallup destaca Finlândia como o mais honesto e Lituânia, o mais corrupto, entre 101 países 05.12.2006 - 20:35 Redação Se não melhorou, também não piorou a percepção dos brasileiros em relação à corrupção no governo e nos negócios, segundo pesquisa do tradicional instituto Gallup, dos Estados Unidos, realizada em 101 países. Com pontuação de 0 a 100, o Brasil está na 42ª posição do Gallup Corruption Index, com 73 pontos, apenas 2 pontos acima da Espanha, classificada em 37º lugar, e dois pontos abaixo da pontuação da Alemanha, que aparece no desconfortável 48º lugar, ao lado de México, Malí e Moçambique. Alemanha, assim como o Japão, na 30ª posição, com 66 pontos, são casos típicos de países mais bem avaliados de fora para dentro que pelos seus próprios cidadãos. Provavelmente, se o Gallup fizesse também esta pesquisa, o Brasil se saísse pior. Como comparação, importa constatar que a visão entre os latino-americanos sobre a corrupção pública e privada em seus países é muito diversa da ditada pelo senso comum. O Uruguai, por exemplo, é o 13º no ranking do Gallup, com apenas 45 pontos, o que, além de ser a melhor posição entre os países da América Latina, expressa também o bom conceito de suas instituições públicas e privadas junto aos uruguaios. Normalmente situado entre os dez melhores em todos os rankings internacionais, os EUA não aparecem bem na pesquisa do Gallup: estão no 19º lugar, com 59 pontos, dividindo a posição com o Chile e a Tanzânia, o que também desmente outro mito, o de que todo país da África é infestado pela corrupção. Vários estão bem na lista, como Madagascar (22º lugar), Botswana (31º), Benin e Senegal (ambos no 40º lugar). Na América Latina, acima do Brasil aparecem Venezuela, na 31ª posição e 68 pontos – outra constatação da boa imagem do governo do presidente reeleito Hugo Chávez junto à massa da população -, e Guatemala, no 35º lugar e 70 pontos, seguida da República Dominicana (37º e 71 pontos). Os lanterninhas, ou seja, analisados pelos seus cidadãos como muito corruptos, são o Paraguai, 74º da lista com 83 pontos, e Panamá, o último da região, na 88ª posição e 89 pontos. Os extremos do ranking Finlândia é o país percebido como o mais honesto do mundo, segundo o Gallup, com a menor pontuação do ranking: apenas 12 pontos. Em 2º vem a Dinamarca, cujo reino há muito tempo não tem nada mais de podre, com 21 pontos, acompanhada da Nova Zelândia. O 4º é Singapura. O 5º, Arábia Saudita; 6º, Inglaterra, Noruega e Suíça; 9º, Austrália; e 10º, Suécia. No extremo oposto, a ex-república soviética da Lituânia é o país mais corrupto do mundo, segundo avaliação dos próprios cidadãos. Entre 101 países, está na humilhante rabeira, com 94 pontos. Vem colada à Polônia, ex-integrante também do antigo bloco soviético, e o conturbado Líbano, ambos na 99ª posição. Em 98º surge a Tailândia, onde recentemente houve um golpe militar a pretexto de restaurar a moralidade. E, em 97º lugar, afora Camarões, todos são egressos do regime comunista: Romênia, Rússia e Ucrânia. |
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