Shell vê no Brasil sua mina de ouro negro
Anglo-holandeses devem investir US$ 1 bi para ampliar presença no setor de exploração e produção
20.09.2006 - 18:28
Relatório Reservado
Se, na distribuição de combustíveis, a trajetória da Shell no Brasil tem sido das mais oscilantes, na área de exploração e produção, o furor do grupo é cada vez maior. Ao longo dos próximos três anos, os anglo-holandeses vão desembolsar cerca de US$ 1 bilhão para ampliar sua presença no setor.
O objetivo é aumentar o número de participações em blocos de exploração de 13 para 20 – incluindo aqueles em que a companhia não será a operadora. Para se ter uma idéia da dimensão do valor a ser investido, é praticamente a mesma cifra aportada desde 1998, quando a Shell criou sua divisão de E&P no Brasil.
Os recursos equivalem ainda a mais de 70% de todos os investimentos que o grupo fará no país até 2010. Com o investimento, a Shell espera afastar de vez os crônicos rumores de que estaria se despedindo do Brasil, percepção alimentada pela redução da rede de postos ao longo dos últimos anos.
Recentemente, na contramão deste enxugamento, a empresa anunciou a abertura de mais de 300 postos no Brasil. Ainda assim, os olhos dos anglo-holandeses estão voltados al mare. O maior combustível para os novos aportes em exploração e produção é o desempenho das operações já consumadas.
Os campos de Bijupirá e Salema, na Bacia de Campos, já declarados comercialmente viáveis, projetam uma rentabilidade acima das estimativas da companhia. A Shell espera o mesmo futuro para o BC-10, também em Campos, e o BS-4, na Bacia de Santos – ambos ainda em fase de estudos.