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Pacote de habitação do governo beneficia quem mora na casa do patrão, diz ministro

Trabalhadores domésticos, motoristas, caseiros e jaredineiros terão 2 planos para a casa própria

13.09.2006 - 09:43

Redação

Visto com ceticismo por muitos analistas, o novo pacote habitacional do governo deve beneficiar trabalhadores domésticos, motoristas, caseiros e jardineiros de todo o país – em suma, funcionários que costumam trabalhar e às vezes morar na casa do patrão.

Há duas possibilidades. Uma delas é o programa Crédito Solidário, que financia casas de até R$ 20 mil em 20 anos, sem juros e com parcelas de cerca de R$ 83. A outra é a Resolução 460, que financia imóveis de até R$ 14 mil com recursos do FGTS, sem exigir contrapartida do beneficiário.

Para participar dos programas o candidato precisa estar empregado com carteira assinada, como determina o acordo firmado entre os ministérios das Cidades e do Trabalho e Emprego, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e a Caixa Econômica Federal.

O anúncio foi feito pelo ministro das Cidades, Marcio Fortes. “Muitas vezes, o trabalhador doméstico mora na casa do patrão por anos e anos. Um belo dia deixa a casa, por qualquer motivo, e não tem onde morar”. Ele acredita que a exigência da carteira assinada vai forçar empregadores a regularizar a situação dos empregados.

Segundo Fortes, cerca de mil famílias serão atendidas pelo projeto–piloto, que deve começar por Campinas, Pernambuco, Salvador, São Luís, São Paulo, Sergipe e Rio de Janeiro, através de associações e sindicatos. Um comitê executivo vai definir, em 30 dias, se os trabalhadores individuais podem participar, quanto será investido e as regras gerais para inscrição e funcionamento.


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