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Para ampliar mercado no Brasil, United prepara rota entre São Paulo e Nova York

Atualmente há apenas dois vôos diários para os EUA, que partem de SP para Washington e Chicago

01.09.2006 - 12:55

Redação

O executivo Michael Guenther carrega um Jumbo sobre os ombros. Há cerca de quatro meses no comando da United Airlines no Brasil, Guenther tem a missão de elevar a altitude da companhia no país.

O novo plano de vôo foi inteiramente idealizado pela matriz. A United planeja levantar mais uma decolagem entre o Brasil e os EUA, desta vez na rota São Paulo-Nova York. Hoje, a companhia mantém apenas dois vôos diários entre os dois países, que partem de São Paulo para Washington e Chicago.

Outra medida será a ampliação da rede de atendimento, que, nos últimos anos, foi enxugada ao extremo. A United Airlines aposta também na retomada da política de parcerias com agências de viagem.

De todas as grandes companhias aéreas internacionais que operam no Brasil, a United foi uma das poucas que não se aproveitaram do ocaso da Varig. O volume de passageiros no país caiu 13% em 2005, um desastre principalmente se comparado à performance de seus principais concorrentes.

A Delta Airlines e a American Airlines registraram, respectivamente, uma alta de 45% e 16% na venda de passagens. No caso da Delta, o desempenho foi ainda melhor. Se forem levadas em consideração apenas as partidas de Guarulhos para os EUA, o número de bilhetes emitidos subiu mais de 70%.

A sinuosa trajetória da United no Brasil é reflexo direto dos problemas enfrentados pela matriz nos últimos cinco anos. Entre suas congêneres, a companhia foi uma das mais afetadas pela crise da aviação civil deflagrada com os atentados de 11 de setembro de 2001.

Somente em fevereiro deste ano a empresa conseguiu sair do Capítulo 11 da Lei de Falências norte-americana. Ainda assim, os três anos sob regime de falência deixaram enormes rachaduras na fuselagem de seu caixa. No último trimestre do ano passado, a empresa registrou um prejuízo de US$ 16,9 bilhões, um recorde no setor.

© Relatório Reservado


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