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Depois da Batávia, Perdigão abre negociação para comprar a Vigor

Se fechar a compra, empresa se aproximará da Nestlé e Danone no segmento de refrigerados lácteos

28.08.2006 - 13:41

Redação

No que depender da Perdigão, não vai faltar leite em sua mesa. Depois da compra de 51% da Batávia, a empresa abriu negociações para adquirir a mineira Vigor – uma das principais indústrias de laticínios do Brasil, com faturamento anual em torno de R$ 1 bilhão.

Caso feche a operação, a Perdigão entrará para valer no rol das principais produtoras de leite e derivados do país. Terá um market share de quase 20% no segmento de refrigerados lácteos, número muito próximo das participações
da Nestlé e da Danone.

Seu faturamento no mercado de laticínios saltará de R$ 700 milhões para mais de R$ 1,7 bilhão ao ano. A companhia chegará ainda à marca de 120 mil pontos-de-venda em todo o Brasil, escala que lhe dará maior poder de barganha para negociar com os produtores de leite e com as próprias redes varejistas.

Mesmo com todos esses números, que tanto abrem o apetite da Perdigão, a negociação para a compra da Vigor está longe de ser um manjar dos deuses. Para cravar a aquisição, o frigorífico catarinense precisará engolir um pote de coalhada. Terá de tourear o temperamento forte de Carlos Alberto Mansur, uma promessa de árduas negociações tanto no que diz respeito à formação de preço quanto ao modelo da operação.

Mansur não está disposto a ficar totalmente fora do game. Já teria sinalizado o desejo de ser acionista minoritário da Perdigão e ter assento no conselho de administração da companhia. Os fundos de pensão que ditam os rumos do frigorífico – à frente Previ e Petros – sabem que não faz parte da natureza do empresário aceitar posições de coadjuvante. Dar a Mansur um assento no conselho significa abrir espaço para suas ingerências nas decisões estratégicas.

Independentemente do rumo das negociações com a Vigor, a Perdigão parece disposta a provar que está do lado comprador do balcão, ao contrário do que supunha a Sadia.

Além da eventual aquisição da Vigor, os próximos passos na indústria de laticínios passam pela própria Batávia. A Perdigão pretende exercer, em 2007, a opção de compra dos 49% restantes da empresa, que estão nas mãos da Cooperativa Central de Laticínios do Paraná (CCLPL) e da Agromilk.

Ato aontínuo, deverá dar a partida em um plano de expansão da Batávia. Já teria até mantido contatos preliminares com o BNDES em busca de uma linha de crédito para a empreitada.

© Relatório Reservado


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