Nivel de emprego subiu 31,4% em julho, com a criação de 154 mil vagas de trabalho
Alta sobre o mesmo mês de 2005 foi puxada pelos setores de serviços, comércio e construção civil
21.08.2006 - 14:53
Redação
Em julho, foram gerados 154,357 mil empregos com carteira assinada, o que equivale à elevação de 0,57% em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2005, a alta é de 31,4%. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho.
O resultado foi o segundo melhor resultado para o mês de julho, menor apenas que o registrado em 2004 (+ 202,033 mil postos de trabalho formal). No acumulado do ano, verificou-se aumento de 1,078,155 milhão de empregos, resultado pouco menor que o do mesmo período de 2005 (+1,083,776). Nos últimos 12 meses, o saldo de empregos gerados foi de 1.248.360 postos, aumento de 4,82%.
Os setores que mais contribuíram para a expansão do emprego celetista foram os Serviços (52,118 mil postos, o Comércio (28,085 mil), a Agricultura (27,748 mil), a Construção Civil (24,640 mil postos) e a Indústria de Transformação (20,993 mil).
A Construção Civil e os Serviços apresentaram a maior geração de empregos para o mês de julho da série do Caged. Já o Comércio mostrou recuperação, com resultado similar ao registrado em julho de 2005 (28,9 mil).
Na Indústria de Transformação, a abertura de quase 21 mil vagas foi muito superior ao mesmo período do ano passado (6,119 mil postos). Os ramos que mais ampliaram postos em julho foram os de Produtos Alimentícios e Produtos Químicos e Produtos Farmacêuticos e Veterinários.
Nos Serviços, os ramos que mais contribuíram para o resultado positivo foram os de Comércio de Administração de Imóveis, Serviços Técnicos Profissionais, com a criação de 31,022 mil postos e os de Alojamento, Alimentação, Reparação e Manutenção, com o incremento de 12,949 mil empregos.
No acumulado do ano, o setor de atividade com maior número de postos gerados foi o de Serviços (376,947 mil postos), seguido pela Indústria de Transformação (235,875 mil), Agricultura (219,329 mil) e Construção Civil (103,556 mil postos).
Em termos regionais, houve crescimento generalizado do emprego formal. A Região Sudeste manteve-se na liderança, com a criação de 98,618 postos, seguida do Nordeste (29,953 mil), Centro-Oeste (12,540 mil), Sul (5,908 mil) e Norte (7,338).
Os estados que mais contribuíram para o dinamismo positivo do emprego foram São Paulo (56,910 mil), Minas (28,741 mil) e Rio de Janeiro (10,764 mil).