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Governo diz estudar redução do compulsório dos bancos, que hoje está parado na dívida pública

Medida é essencial para baixar custo dos empréstimos, mas abre um buraco no financiamento do Tesouro

01.08.2006 - 19:49

Antonio Machado

Na busca de mais novidades que permitam ao presidente Lula manter o candidato Lula em evidência, a equipe econômica vazou que estuda aliviar o recolhimento compulsório dos depósitos à vista e a prazo dos bancos – instrumento de política monetária em desuso no mundo.

Aqui, o Banco Central recolhe 53% dos depósitos à vista, uma taxa ímpar no mundo. Não há como reduzir o custo dos empréstimos sem rever o compulsório. Legal! Então, vamos fazer? Bom...

Primeiro é melhor saber porque o compulsório é abusivo no Brasil. O dinheiro confiscado está todo ele aplicado em títulos da dívida pública. A parcela dos depósitos à vista é retida sem remuneração (os a prazo remuneram o equivalente à Selic).

Se perder esta fonte cativa, o Tesouro terá de procurar no mercado financiadores para a dívida pública. Eles existem? E a que juros? Não custa apurar.


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