Em meio à desassociação do irmão, Joseph Safra anaboliza banco que mantém em Genebra
Banco Jacob Safra, que há pouco comprou instituição de Mônaco, segue mirando em paraísos fiscais
05.07.2006 - 11:57
Redação
Enquanto não desata o fraternal imbróglio com Moise Safra, Joseph Safra dedica-se cada vez mais à tarefa de expandir suas operações bancárias paralelas. Além da engorda do J. Safra, Joseph decidiu anabolizar o Jacob Safra, instituição suíça que controla ao lado de um de seus filhos, Jacob J. Safra.
O banco estaria negociando a compra das operações do também suíço Banco Sarasin em Luxemburgo. Com a incorporação, o volume de recursos administrados pelo Jacob Safra pularia de US$ 12,5 bilhões para cerca de US$ 13,5 bilhões.
Esta seria a segunda grande aquisição do banco em pouco mais de seis meses. No fim do ano passado, a instituição de Joseph Safra adquiriu o Banco du Gothard, de Mônaco, adicionando cerca de US$ 2,5 bilhões à sua carteira.
A compra dos negócios do Sarasin em Luxemburgo se encaixa na estratégia de Joseph Safra de se fixar em paraísos fiscais e regiões com afortunados clientes. O Banco Du Gothard, por exemplo, tem escritórios em Genebra, Zurique e Lugano, na Suíça, e em Gibraltar.
Fundado em 2000 e sediado em Genebra, o Jacob Safra tem escritórios em Tel Aviv e São Paulo, além das filiais herdadas com a aquisição do Du Gothard. Jacob J. Safra é o principal executivo. Sua operação está concentrada no private banking, notadamente a gestão de grandes fortunas.
Joseph Safra pretende promover novas aquisições de bancos médios europeus com este perfil.
Se serve de alento para o irmão Moise, a expansão do Jacob Safra não tem causado maiores danos para o Banco Safra. Ao contrário do que vem ocorrendo, no caso do J. Safra, instituição controlada por Joseph e outro de seus filhos, Alberto, não se tem notícia de que o banco helvético tenha tirado profissionais ou grandes clientes do Safra.
© Relatório Reservado